Dominar os custos de envio, do pequeno ao grande volume

Os custos de envio representam frequentemente uma parte significativa das despesas de um e-comerciante. Quer envie apenas algumas encomendas por mês ou vários milhares, cada envio pode consumir a sua margem se as escolhas logísticas não forem otimizadas.

Felizmente, existem estratégias concretas para reduzir os custos de envio sem comprometer a experiência do cliente.

Neste artigo, vamos analisar o que funciona realmente para pequenos, médios e grandes volumes, com dicas práticas e indicadores para manter os custos de envio sob controlo.

Pequenos volumes (–250 encomendas/mês)

Mesmo com poucos envios, alguns erros podem ser caros. Os lojistas online de menor dimensão precisam de soluções simples, rápidas de implementar e sem negociações complexas.

1. Escolher o transportador certo no momento do envio

Comparar rapidamente transportadores segundo preço, prazos e opções de entrega (domicílio) permite escolher a solução mais adequada para cada encomenda. A escolha certa pode reduzir custos, evitar devoluções e aumentar a satisfação do cliente.

Transportadores nacionais: confiáveis para entregas locais e regionais, com prazos curtos e preços competitivos. Fácil contacto em caso de problema (atraso, encomenda perdida).

Transportadores internacionais: essenciais para vender no estrangeiro, especializados em formalidades aduaneiras e com serviços adaptados a cada país (entrega rápida, rastreamento detalhado).

💡 Dica prática: mesmo com apenas 20 encomendas/mês, ter pelo menos um transportador nacional e um internacional permite comparar e escolher a melhor opção para cada pedido.

2. Otimizar o tamanho e peso das embalagens

O custo de envio não depende apenas do peso real, mas também do peso volumétrico (peso dimensional, DIM). Os transportadores cobram o envio pelo peso mais alto entre o real e o calculado a partir do volume.

Em outras palavras, uma encomenda leve mas demasiado volumosa pode sair muito mais cara do que o esperado.

O que pode fazer:

  • Uniformizar 2 a 3 formatos de embalagem para todos os produtos, limitando variações e evitando excesso de volume.
  • Usar inserts moduláveis para proteger os produtos sem criar caixas demasiado grandes.
  • Verificar as dimensões antes do envio para antecipar o peso volumétrico.

Exemplo: um produto de 500 g numa caixa 30×30×30 cm pode ser cobrado como se pesasse muito mais, enquanto a mesma encomenda numa caixa 25×20×10 cm será mais barata. A diferença depende do transportador e do destino, mas a lógica é clara: quanto maior a caixa em relação ao produto, maior o custo.

✨ Esta otimização simples é um dos métodos mais rápidos para reduzir custos, especialmente quando os volumes começam a crescer.

3. Reduzir erros de endereço e códigos HS

Mesmo para pequenos volumes, endereços incorretos ou códigos HS mal preenchidos podem gerar:

  • devoluções,
  • custos adicionais,
  • bloqueios em alfândega para envios internacionais.

Solução:

  • Validar automaticamente os endereços.
  • Inserir corretamente os códigos HS, a descrição do produto, valor e país de origem.

Exemplo: um envio para os EUA exige normalmente um código HS de 10 dígitos. Um código incompleto (6 ou 8 dígitos) pode ser considerado impreciso, levando a bloqueios ou verificações aduaneiras.

Para saber mais sobre códigos HS, consulte o nosso artigo completo sobre códigos HS.

Médios volumes (250 a 3 000 encomendas/mês)

Com volumes maiores, as poupanças tornam-se mais visíveis. Não basta verificar cada encomenda; é preciso estruturar os fluxos e automatizar tarefas.

1. Comparar e segmentar transportadores

  • Identificar pontos fortes de cada transportador: pequenos volumes, expresso, internacional.
  • Distribuir inteligentemente as encomendas segundo custo/prazo para otimizar margens.

2. Uniformizar embalagens e processos

  • Reduzir o número de formatos diminui o peso dimensional, acelera a preparação e reduz erros.
  • Normalmente, 3 a 5 formatos cobrem 80% das encomendas.

3. Monitorizar custos adicionais

Além do preço por encomenda, é preciso antecipar:

  • taxas de correção de endereço,
  • devoluções ou encomendas fora do padrão,
  • erros aduaneiros.

4. Começar a negociar tarifas

  • Tarifas por faixa de peso,
  • Condições para destinos frequentes,
  • Descontos em determinados serviços.

5. Automatizar documentos e acompanhamento

  • Geração automática de faturas e documentos aduaneiros,
  • Seguimento de endereços, peso, código HS e valor declarado,
  • Monitorização das encomendas para detetar rapidamente anomalias e resolver incidentes antes que se tornem problemas.

Exemplo: um lojista online que envia 1 500 encomendas/mês pode reduzir 10-15% dos custos automatizando etiquetas e segmentando transportadores por destino, enquanto deteta e resolve incidentes mais rapidamente

Grandes volumes (+3 000 encomendas/mês)

Para grandes lojistas online, cada euro conta e cada processo pode ter um impacto significativo. É necessário adotar uma abordagem estratégica e orientada por dados.

1. Segmentar fluxos de forma detalhada

  • Zonas geográficas, tipologia de produto, prazos esperados.
  • Roteamento inteligente = redução de custos + maior fiabilidade.

2. Gerir contratos com transportadores

  • Descontos estruturais, condições sobre sobretaxas, penalizações SLA (Service Level Agreement: compensações previstas no contrato caso o transportador não cumpra os prazos ou condições acordadas).
  • Otimização contínua segundo mix de produtos e destino.

3. Otimizar logística e embalagens

  • Uniformização industrial de formatos.
  • Inserts moduláveis para limitar o peso dimensional (o DIM).
  • Automação completa da preparação e impressão de etiquetas de envio.

4. Antecipar devoluções e erros

  • Validação automática de endereços e documentos.
  • Análise de devoluções para corrigir erros recorrentes.
  • Painel de controlo para acompanhar: custo médio por encomenda, performance por transportador, prazos reais, taxa de entregas bem-sucedidas, número de devoluções e serviços mais usados.

5. Explorar dados para ajustar a estratégia

  • Identificar os transportadores mais eficientes por destino.
  • Ajustar embalagens segundo tendências de devolução.
  • Gerir volumes sazonais para evitar sobretaxas.

💡 Dica: um grande volume bem gerido pode reduzir custos em 20–30%*, combinando segmentação, automação e análise de dados.

Indicadores a monitorizar para todos os volumes

  • Custo médio por encomenda
  • Performance por transportador
  • Prazos reais de entrega
  • Taxa de entrega bem-sucedida

Mesmo volumes pequenos podem beneficiar enormemente deste acompanhamento, ajudando a tomar decisões informadas sobre embalagem, transportador e preparação, enquanto planeia o crescimento logístico.

Uma abordagem progressiva e sustentável

Reduzir custos de envio não é um “truque mágico”, mas sim uma lógica progressiva adaptada a cada volume:

Pequenos volumes → evitar erros e automatizar documentos

Médios volumes → estruturar, segmentar e começar a negociar

Grandes volumes → pilotar, otimizar e explorar dados

💡 Conselho prático: comece a monitorizar os seus indicadores, mesmo com poucas encomendas. Cada otimização simples pode gerar até 30%* de poupança nos custos de envio.

Concentre-se no essencial

Esta abordagem progressiva é exatamente o que o ParcelRush apoia: do primeiro envio até uma logística que acompanha o seu ritmo e cresce consigo.

No e-commerce, cada minuto conta. Simplificando a preparação e envio de encomendas, ganha tempo para se concentrar no que realmente faz crescer o seu negócio.

(*Baseado em observações de campo e tendências observadas em diferentes lojistas online.)