Como abrir uma conta CTT Expresso para a sua loja online

Os dois caminhos para abrir uma conta CTT Expresso, os documentos pedidos, o prazo real de ativação e o que negociar com o comercial.

Carrinha dos CTT numa estrada costeira em Portugal

Há duas escolas, e raramente lhe são apresentadas lado a lado.

As plataformas mutualizadas revendem a própria expedição. Não abre conta nenhuma, expede no próprio dia, às tarifas que elas negociaram para o conjunto dos seus clientes. É confortável para começar. A contrapartida é simples: o preço é delas, não melhora quando o seu volume sobe, e fica com elas no dia em que sair.

A outra escola liga-se às suas próprias contas de transportadora. É a nossa. É preciso, portanto, tê-las, e é exatamente esse o passo que ninguém explica. Em troca, as tarifas são suas, melhoram com o seu volume, e acompanham-no se mudar de ferramenta.

Nenhuma das duas é a resposta certa em absoluto. A primeira poupa tempo no arranque, a segunda poupa dinheiro quando o volume assenta, e a mudança costuma acontecer mais tarde do que devia.

Este guia trata da segunda via, no caso mais frequente em Portugal, os CTT Expresso. Os dois caminhos possíveis conforme o seu volume, os documentos que lhe pedem, o prazo real, e o que pedir ao comercial para não ter de voltar atrás daqui a três semanas.

Resposta rápida: com 50 ou menos envios por mês, faz a adesão online, entrega três documentos e os CTT validam em até 5 dias úteis. Acima de 50 envios por mês, pede uma proposta pelo formulário de contacto e é aí que negoceia tarifas em função do volume que prevê. Nos dois casos a conta fica em seu nome, e é isso que faz com que as tarifas sejam suas.

Não confundir com «Lojas Online CTT». Os CTT vendem também uma plataforma para criar uma loja online, com planos pagos e período experimental. Não é disso que se trata aqui. Este guia é sobre a conta de expedição CTT Expresso, aquela que usa com a loja que já tem, seja ela Shopify, WooCommerce ou Squarespace.

Porquê a conta tem de ser sua

É a pergunta que quase ninguém faz antes de assinar, e a que custa mais caro depois.

O que realmente se negoceia não lhe é acessível de outra forma. É o argumento mais concreto, e decorre do que detalhámos em negociar tarifas com a transportadora: uma fatura tem três andares e o desconto só incide no primeiro. O que desloca mais dinheiro são os afinamentos. A base de cálculo da taxa de combustível. O fator de conversão do peso volumétrico, e os fluxos em que a regra se aplica. O peso mínimo faturável. A cláusula de revisão. Discutem-se linha a linha com um comercial, e isso pressupõe que o contrato seja seu.

Dito assim pode parecer técnico. Não é. São cinco perguntas a fazer, não um processo a montar, e não precisa de dominar o assunto para as fazer: basta saber que estas linhas existem, o que já sabe se está a ler isto. O comercial tem as respostas à mão. E vale bem a pena, porque é exatamente a diferença entre sofrer a sua logística e conduzi-la de ponta a ponta.

Um intermediário vende-lhe um preço por encomenda. Estejam as sobretaxas incluídas nele ou refaturadas à parte, não tem qualquer influência sobre elas: não pode mexer na base da taxa de combustível, nem fazer escrever um fator de conversão, nem obter que o desconto cubra os encargos acessórios. E são precisamente essas linhas que explicam a diferença entre o preço anunciado e o valor no fim da fatura, todos os meses.

As suas tarifas continuam a melhorar. Com contrato próprio, o preço acompanha o seu volume, porque negoceia com base no seu histórico. Quando o contrato pertence à plataforma, pode triplicar os envios e continuar a pagar o mesmo, sem construir qualquer poder negocial.

Um extravio resolve-se com o seu interlocutor. Em caso de encomenda perdida ou de litígio, fala diretamente com os CTT. Não com um suporte que vai reencaminhar e responder daqui a três dias.

Ninguém fica com uma margem no seu transporte. É a crítica recorrente feita aos revendedores de transporte: o cliente percebe tarde que pagou um preço fixado pela plataforma, não pela transportadora.

E não fica preso. Se mudar de software, leva os contratos consigo. A relação com a transportadora é sua e continua sua.

Dois caminhos, conforme o seu volume

Os CTT separam claramente os dois casos, e escolher o errado faz perder tempo.

Até 50 envios por mês: adesão online

É a via autónoma, sem passar por um comercial. Os CTT escrevem que «esta solução de contratação autónoma e digital adequa-se a clientes empresariais com um perfil de 50 ou menos envios por mês».

O processo tem quatro passos:

  1. Aceder à plataforma e selecionar os serviços Expresso que quer subscrever
  2. Iniciar sessão ou criar a sua Conta CTT e preencher os dados
  3. Validar a informação submetida para concluir a adesão
  4. Aguardar a validação, depois recebe por email o acesso ao Portal Empresas

Não há custo de adesão nem período de fidelização anunciados.

Mais de 50 envios por mês: proposta comercial

Acima desse limiar, os CTT pedem outra coisa: «se fizer mais de 50 envios por mês, peça-nos uma proposta à sua medida através do nosso formulário de contacto».

Na prática preenche um formulário, um comercial contacta-o, e propõe tarifas negociadas em função do volume que prevê. Isto parece mais lento, e é. Mas é exatamente aqui que as tarifas passam a ser suas: é a conversa que fixa a tabela que vai aplicar-se a cada envio, e que poderá rever quando o volume subir.

Se está entre os dois, hesite para cima. Uma tabela negociada com uma previsão de volume vale sempre mais do que a tabela pública, e a conversa não o obriga a nada.

Os documentos que lhe pedem

Dependem do tipo de NIF, não do tamanho do negócio.

NIF singularNIF coletivo
Declaração do Início de AtividadeCertidão permanente
Cartão de cidadãoCartão de cidadão do representante legal
Comprovativo de IBANComprovativo de IBAN

Dois erros frequentes nesta fase. O primeiro é tentar avançar sem atividade aberta nas Finanças: não é uma formalidade dos CTT, é uma condição. O segundo é submeter um comprovativo de IBAN que não corresponde ao titular do NIF declarado, o que trava a validação e obriga a recomeçar.

O prazo real

Os CTT escrevem que «no prazo máximo de 5 dias úteis, receberá um email para aceder ao Portal Empresas». Conte com isso e não com um arranque imediato: os documentos são analisados antes de a conta ficar ativa.

Cinco dias úteis são uma semana de calendário. Se está a preparar uma campanha, um lançamento ou a época de Natal, é o género de prazo que se antecipa e não se descobre na véspera.

O que pedir ao comercial

Se passou pela via comercial, esta é a parte que lhe poupa uma segunda chamada. Peça explicitamente:

  • Os serviços que quer ativos. Expresso nacional, internacional, e as ilhas se vende para a Madeira e os Açores. Um serviço que não está no contrato não aparece depois no seu software.
  • A recolha ao domicílio, se não quer entregar as encomendas ao balcão. Condições e horas-limite variam.
  • O acesso ao Portal Empresas e as credenciais, que é o que vai precisar para ligar a conta ao seu software de expedição.
  • A cláusula de revisão da tabela. Combine desde o início em que momento se volta a falar de preço, por exemplo ao fim de três meses ou a partir de determinado volume mensal.

Quando chegar à proposta comercial, o desconto sobre o preço base é só uma parte da conversa: o que pedir sobre as sobretaxas, a base da taxa de combustível e o fator do peso volumétrico está em negociar tarifas com a transportadora.

Ligar a conta ao ParcelRush

Depois de a conta estar ativa, a ligação é rápida. Nas Definições, adiciona o CTT como transportadora e introduz as suas credenciais. Funciona com qualquer contrato CTT existente, sem renegociação e sem configuração técnica. A partir daí gera as etiquetas CTT a partir das encomendas da sua loja, ao lado das outras transportadoras que tiver ligadas.

Um ponto de transparência sobre as tarifas

Os CTT não disponibilizam as tarifas contratuais por API. É uma opção deles, não uma limitação do ParcelRush: enquanto essa API não existir, nenhuma plataforma consegue mostrar-lhe no ecrã a tabela que negociou com os CTT. Por isso apresentamos as tarifas públicas como referência na comparação.

O que isto não muda: ao gerar a etiqueta, os CTT faturam sempre o seu contrato. Não paga um cêntimo a mais do que negociou. O número que vê na comparação é indicativo, a fatura é a sua tabela.

E o trabalho que o ParcelRush lhe poupa nos CTT fica intacto: gera as etiquetas em massa a partir das encomendas da loja em vez de uma a uma, os documentos aduaneiros CN22 e CN23 saem ao mesmo tempo que a etiqueta, agenda a recolha sem abrir o portal dos CTT, e o rastreio de cada encomenda volta sozinho para a sua loja.

Na prática, é isto que muda no seu dia:

  • Tempo, e muito. Cinquenta encomendas deixam de ser cinquenta idas ao portal dos CTT. Selecciona, imprime, acabou.
  • A parte administrativa deixa de ser um trabalho. Fatura comercial, CN22 e CN23 saem com a etiqueta, sem os preencher à mão nem procurar códigos.
  • Antecipa-se aos problemas. Vê todas as transportadoras num só ecrã, por isso deteta uma encomenda parada ou atrasada antes de o cliente dar por ela. Escreve-lhe primeiro, em vez de responder a um email zangado três dias depois.
  • Menos erros. Deixa de copiar moradas de um ecrã para o outro, e é aí que nascem a maioria das entregas falhadas e das devoluções.

É aí que estão as horas ganhas, não no ecrã de comparação.

Com a DHL, a UPS e a DPD, que expõem as tarifas contratuais por API, os valores apresentados refletem os seus contratos com exatidão.

Antes de começar, confirme

  • Tem atividade aberta nas Finanças e o IBAN está no nome do titular do NIF
  • Escolheu o caminho certo: online até 50 envios por mês, comercial acima disso
  • Pediu os serviços de que precisa, incluindo ilhas e internacional se for o caso
  • Guardou as credenciais de acesso ao Portal Empresas
  • Contou com 5 dias úteis antes de poder expedir

Com a conta em seu nome e as tarifas negociadas consigo, o software passa a ser o que deve ser: uma ferramenta que liga a sua loja aos seus contratos, sem se colocar no meio.

Fontes

  • Adesão Online Expresso, CTT: passos da adesão, documentos por tipo de NIF, prazo de validação de 5 dias úteis e limiar dos 50 envios por mês.
  • CTT Empresas, CTT: gama de serviços Expresso para empresas e acesso à Área de Cliente.

Perguntas frequentes

Preciso de ter empresa para abrir uma conta CTT Expresso?

Não obrigatoriamente. Os CTT aceitam a adesão com NIF singular, desde que tenha atividade aberta: pedem a Declaração do Início de Atividade, o cartão de cidadão e um comprovativo de IBAN. Com NIF coletivo pedem a certidão permanente, o cartão de cidadão do representante legal e o comprovativo de IBAN.

Quanto tempo demora a abrir uma conta CTT Expresso?

Os CTT indicam que no prazo máximo de 5 dias úteis recebe um email para aceder ao Portal Empresas. Não é imediato: os documentos são analisados antes de a conta ficar ativa.

A adesão online serve para qualquer volume?

Não. Os CTT indicam que a contratação autónoma e digital se adequa a clientes empresariais com um perfil de 50 ou menos envios por mês. Acima disso pedem que solicite uma proposta à medida através do formulário de contacto, e é aí que entram as tarifas negociadas.

Abrir uma conta CTT Expresso tem custos?

A adesão online não tem custo de adesão nem período de fidelização anunciados. Paga os envios que fizer, às condições do contrato que subscrever.

Porque é que a conta tem de estar em meu nome e não no do software?

Porque é o que mantém as tarifas suas. Com contrato próprio, negoceia diretamente, o preço melhora à medida que o volume cresce, e um extravio resolve-se com o seu interlocutor nos CTT. Quando é a plataforma que detém o contrato, o preço é fixado por ela e não constrói poder de negociação nenhum do seu lado.

Depois de ter a conta, como a ligo ao ParcelRush?

Nas Definições, adiciona o CTT como transportadora e introduz as suas credenciais. Funciona com qualquer contrato CTT existente, sem renegociação e sem configuração técnica.

Partilhar
Maëlle Lemarchand

Maëlle Lemarchand CEO da ParcelRush. 15 anos de web, UI/UX e e-commerce. Escreve sobre expedição, logística, e-commerce e marketing. LinkedIn